QUAL MELHOR TIPO DE CHUPETA PARA O BEBÊ?

 

A necessidade de sucção é um ato instintivo nos bebês, independentemente de estarem com fome ou não. Sugar acalma e relaxa as crianças quando estão cansadas, aborrecidas ou inquietas, contribuindo para melhorar até a qualidade do sono. No entanto, como cada criança tem suas peculiaridades e preferências, os tipos de chupeta ideais variam de acordo com o caso.

Como existe uma grande variedade de modelos de chupetas no mercado, identificar a melhor opção nem sempre é uma tarefa fácil para as mães. Diversos fatores precisam ser considerados antes da compra, como idade do bebê, material da chupeta, fase de dentição e segurança, entre outros.

Quer saber como identificar o melhor tipo de chupeta para seu bebê e qual a idade certa para deixá-la de lado, evitando problemas para o desenvolvimento da criança? Continue a leitura de nosso artigo e confira todas as dicas para escolher o acessório!

Quais são os melhores tipos de chupeta para o bebê?
O uso da chupeta é um tema bastante polêmico entre as mães. Embora algumas defendam o objeto, como forma de acalmar e proporcionar conforto à criança, outras acreditam que a chupeta pode prejudicar a dentição ou mesmo levar ao desmame prematuro.

Até mesmo no meio médico não há consenso sobre o tema. Enquanto alguns odontopediatras desaconselham o uso, outros profissionais da área médica não enxergam problemas, recomendando que as mães ofereçam aos seus bebês para minimizar os períodos de estresse da criança.

De qualquer maneira, uma coisa é certa: para que o uso seja seguro e não comprometa o desenvolvimento oral ou odontológico da criança, é importante investir no tipo de chupeta adequado para cada bebê.

Questões como idade da criança, material da chupeta e segurança são fundamentais. Seja qual for a escolha, é preciso observar se os materiais são resistentes, atóxicos e hipoalergênicos. Além disso, o recomendado é optar por modelos que se adaptem ao palato (céu da boca) da criança e exijam a menor abertura possível dos lábios.

Confira a seguir as principais recomendações para acertar na escolha da chupeta!

Compre um tipo de chupeta adequada à idade da criança
Embora essa possa parecer uma dica óbvia, a verdade é que muitos pais não se atentam ao tamanho da chupeta no momento da compra. Por isso, nunca deixe de verificar, na própria embalagem, para qual faixa etária ela é indicada e se é compatível com o tempo de vida do seu bebê.

A chupeta precisa ser feita de material elástico, imitando o mamilo da mulher. Além disso, o item deve permitir que a língua realize o movimento de sucção e não faça esforço para se elevar contra o palato. A chupeta tem, ainda, que ser macia e adaptável à anatomia da boca.

Preste atenção ao material da chupeta
Os materiais mais comuns são o látex (borracha) e o silicone. As chupetas com bico de silicone são resistentes, duram um período de tempo maior e são menos porosas, o que significa que não absorvem cheiros ou sabores com facilidade, facilitando a higienização. Por isso, é melhor dar preferência a elas.

No entanto, por ser resistente, o silicone acaba deixando o bico da chupeta um pouco mais duro, o que faz com que alguns bebês não se adaptem tão bem a esse material. Além disso, o silicone pode rasgar — principalmente quando surgem os primeiros dentinhos —, o que exige a substituição imediata para evitar riscos ao bebê.

Já as chupetas de látex são elásticas e apresentam o bico amarelado. Com o tempo, o material pode inchar e absorver odores, sendo necessária a substituição. Por serem mais macias, as chupetas de borracha são as preferidas de alguns bebês.

Mais um ponto extremamente importante a ser observado é a indicação de que a chupeta é “BPA free”, ou seja, livre do Bisfenol A. Essa substância, embora seja utilizada na fabricação do policarbonato, um tipo de plástico presente em produtos como mamadeiras, potes e copos, pode ser tóxica para o organismo, quando exposta a altas temperaturas. Na verdade, o Bisfenol A só é liberado quando aquecido, razão pela qual não deve ser utilizado nas chupetas.

O consumo do Bisfenol A está relacionado ao surgimento de muitas doenças, especialmente as do sistema endócrino. Portanto, seja qual for o tipo de chupeta escolhido, tenha em mente que ela deve ser BPA free.

Observe o bico
Dê preferência aos modelos ortodônticos, pois eles são inclinados e permitem que o bebê posicione melhor sua língua. Esse tipo de bico foi desenvolvido para não interferir no encaixe entre a mandíbula superior e a inferior enquanto a chupeta é sugada.

No entanto, como cada bebê tem um tipo particular de preferência, pode ser que o seu não se adapte a esse formato. Infelizmente, a melhor forma de descobrir o bico que mais agrada seu filho é testando. Por isso, a dica é oferecer primeiro o modelo ortodôntico. Se a criança não conhecer outro tipo de bico, provavelmente não vai recusar esse modelo!

Atente para o escudo
Normalmente, ao escolher uma chupeta, nossa atenção principal é o formato e material utilizado no bico. Mas é preciso considerar também o escudo, ou seja, aquela parte que fica fora da boca do bebê.

O ideal é que ele seja côncavo — mais fino próximo ao bico e largo nos cantos. Dessa forma, ele se encaixará melhor nas bochechas e ficará confortável.

Veja outros aspectos do escudo que devem ser observados:

O modelo ideal não deve pressionar o nariz, para não atrapalhar a respiração
Não é recomendado haver enfeites, que acabam trazendo peso extra à chupeta
Aqueles modelos com furinhos ajudam a pele do bebê a respirar
A conexão com o bico deve ser firme para evitar que se solte durante a sucção, trazendo risco de asfixia para a criança

Outro ponto a ser considerado é a presença da argola. Embora ela seja útil para fixar prendedores ou paninhos, alguns bebês a utilizam para puxar a chupeta enquanto a seguram com força na boca. Essa prática atrapalha o desenvolvimento da arcada dentária e, portanto, deve ser desestimulada.

Como garantir a higienização adequada da chupeta?
Embora a chupeta precise ser substituída periodicamente (em média, a cada dois meses), durante o tempo de uso a higienização correta é essencial para evitar contaminações. Afinal, o sistema imunológico do bebê ainda está em formação.

A melhor maneira de garantir a higienização é por meio da esterilização diária. Para isso, a chupeta deve ser fervida todos os dias, por pelo menos 20 minutos, no primeiro ano de vida da criança. Depois de esterilizada, ela deve ser seca e armazenada em um reservatório fechado.

O mesmo procedimento é recomendado antes do primeiro uso, quando a chupeta é nova, ou após a criança adoecer, mesmo que ela já seja maior.

Mas e quando você não está em casa e a chupeta da criança cai no chão? O mais indicado, nessa situação, é ter uma chupeta reserva para oferecer ou distrair seu filho com uma brincadeira ou outra atividade. No entanto, se a criança insistir, procure lavá-la com água quente e sabão neutro antes de oferecer.

Nunca coloque o objeto em sua boca ou limpe somente com uma toalha, mesmo que a criança já seja maior. Esse procedimento pode fazer com que ela fique exposta a germes e bactérias, com risco de desenvolver doenças.

Quando a criança é maior e já anda, é comum que a chupeta caia no chão várias vezes. Nesse caso, o uso de prendedores é uma solução para evitar o risco de exposição a contaminações. Entretanto, oriente a criança para não puxar a chupeta pela argola enquanto suga, evitando possíveis problemas de dentição.

Além de fazer regularmente a limpeza das chupetas de seu filho, verifique sempre se existem sinais aparentes de desgaste, como descoloração, perfurações causadas por mordidas e pontos frágeis na junção do bico com o escudo. Caso constate alguma irregularidade, é hora jogar a chupeta fora.

Qual a idade certa para deixar a chupeta de lado?
Em função das questões relacionadas ao desmame precoce, desenvolvimento da fala ou dentição, o uso da chupeta deve ser feito com sabedoria. Embora ela contribua para acalmar as crianças, não pode se tornar indispensável na vida do bebê.

Dessa forma, o processo de retirada da chupeta é facilitado tanto para os pais quanto para a criança. Mas é importante respeitar a necessidade da criança. O papel dos pais, nesse momento, é incentivar a autonomia. Eles também podem oferecer outros objetos ou mesmo colo e carinho extra nos momentos de estresse.

A recomendação é de que, a partir de 2 anos, as crianças não usem mais o acessório. A razão disso é que, a partir dessa idade, continuar utilizando a chupeta pode interferir no posicionamento dos dentes. Além disso, pode prejudicar a deglutição e a fala.

Como você percebeu, os tipos de chupetas ideais são aqueles que respeitam as características individuais do seu bebê. Eles devem ser usados como um conforto temporário — e não para substituir o seio materno ou o contato com a família. Assim, procure sempre a opção que ofereça maior segurança. Mas não se esqueça que apenas a criança pode decidir se gosta ou não do acessório.

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